Os caninos superiores são as âncoras do sorriso humano por serem as raízes mais longas e robustas de toda a arcada dentária, estabilizando a mordida e o suporte da musculatura facial, prevenindo o envelhecimento precoce do rosto. 

No entanto, devido ao seu longo e complexo caminho de nascimento, são os dentes que mais sofrem com falhas de erupção, ficando frequentemente retidos dentro do osso, o que é chamado de canino incluso ou impactado.

Por que os caninos ficam presos e não nascem?

Diferente dos outros dentes, que nascem de forma mais direta, os caninos superiores começam a se desenvolver no topo do osso maxilar, perto da órbita dos olhos, e precisam descer um longo trajeto até ocupar seu lugar na boca. 

Esse processo ocorre geralmente entre os 11 e 13 anos de idade. Quando o dente não consegue romper a gengiva nesse período, os principais culpados costumam ser:

Falta extrema de espaço 

Se a arcada óssea for muito estreita, o canino simplesmente perde a sua vaga na fila de nascimento.

Desvio de trajetória 

O germe do dente se forma inclinado, apontando para o céu da boca ou colidindo contra as raízes dos dentes vizinhos.

Obstáculos físicos 

Dentes de leite que não caíram no tempo certo, cistos ou a presença de dentes a mais na arcada podem bloquear fisicamente a descida do canino.

Os riscos biológicos de deixar o dente escondido

Muitos pacientes descobrem que têm um canino incluso por meio de um exame de imagem de rotina e se perguntam se não seria melhor deixá-lo ali, já que não está incomodando. Mas, ignorar um dente impactado é um risco biológico severo. Com o tempo, o canino retido pode sofrer um processo inflamatório que causa a reabsorção radicular externa dos dentes vizinhos. 

Em termos simples, o dente preso começa a “comer” e destruir as raízes dos incisivos saudáveis que já estão na boca, levando à perda precoce dos dentes da frente. 

Além disso, a presença de um dente retido por anos favorece o desenvolvimento de cistos e tumores odontogênicos, que destroem o osso maxilar ao redor.

  • Alerta do especialista: o diagnóstico precoce é a chave. Quanto mais jovem o paciente, mais maleável é o osso e mais fácil e seguro se torna o processo de tracionamento. Em adultos, onde o osso já está completamente calcificado, é necessário um resgate mais refinado.

Como funciona o tracionamento seguro?

Puxar um dente de dentro do osso exige uma combinação impecável de tecnologia e domínio da física ortodôntica. 

Na Moro Ortodontia, esse protocolo de segurança é dividido em três etapas fundamentais:

1. Mapeamento tridimensional 

O uso de radiografias panorâmicas simples é insuficiente para casos complexos. Aqui, usamos a tomografia computadorizada Cone Beam para enxergar a boca do paciente em 3D. 

Esse exame revela exatamente a profundidade do dente, sua inclinação e, o mais importante, a distância milimétrica em relação às raízes dos outros dentes. 

Sabendo o posicionamento exato, conseguimos planejar o trajeto de descida sem o risco de colidir ou danificar as estruturas vizinhas.

2. Acesso cirúrgico minimamente invasivo

Em parceria com um cirurgião bucomaxilofacial de confiança, é realizado um procedimento simples em consultório para expor uma pequena parte da coroa do canino incluso. 

Nesse momento, o cirurgião cola um pequeno acessório ortodôntico, um botão ou bráquete com uma microcorrente, diretamente no dente que está escondido.

3. Aplicação de biomecânica de precisão

Aqui entra a ciência do especialista. A microcorrente colada no canino é conectada ao aparelho ortodôntico principal, ou a dispositivos de ancoragem esquelética, como os mini-implantes. 

O Dr. Moro passa a aplicar forças extremamente leves, constantes e controladas para guiar o dente lentamente em direção ao seu lugar correto.

Comparativo: o impacto da técnica no sucesso do tratamento

Critério Tracionamento convencional  Tracionamento de alta performance 
Planejamento Baseado em radiografias simples em 2D (visão limitada) Baseado em tomografia 3D e cálculo vetorial de forças
Aplicação de força Forças pesadas ou elásticos comuns (alto risco de dor e danos) Forças leves e biológicas (preserva os tecidos e o esmalte)
Ancoragem Apoio nos dentes vizinhos, o que pode entortá-los ou desalinhá-los Uso de mini-implantes (ancoragem esquelética pura), sem sobrecarregar outros dentes
Segurança Risco moderado de reabsorção radicular e perda do canino Máxima preservação das raízes e estabilidade a longo prazo

A ciência que salva a estrutura do seu sorriso

Tracionar um dente impactado é um dos maiores desafios da Ortodontia contemporânea. Escolher o profissional com base apenas em preço ou na promessa de rapidez pode resultar em danos biológicos irreversíveis, como a perda do próprio canino ou o comprometimento dos dentes vizinhos.

Na Moro Ortodontia, unimos a tecnologia diagnóstica de ponta ao conhecimento acadêmico de quem estuda e ensina a Ortodontia há décadas. 

Se você ou seu filho receberam o diagnóstico de um dente que não nasceu, invista na segurança de um planejamento assinado por um mestre. 

Trazer o dente para o lugar certo com estabilidade e saúde é garantir a harmonia e a função do seu sorriso por toda a vida.