Você olha no espelho e tem a impressão de que seus dentes estão encolhendo? Essa sensação de dentes curtos, acompanhada por um volume avermelhado ou inchado na borda da gengiva, é um sinal clássico de hiperplasia gengival.

Isso acontece porque o tecido gengival sofre uma proliferação excessiva e avança sobre a coroa dos dentes. 

Além do desequilíbrio estético no rosto, há o acúmulo de tecido, no qual restos de alimentos e bactérias se alojam, dificultando a higiene e causando um ciclo contínuo de inflamação.

O que está fazendo sua gengiva crescer?

O crescimento gengival raramente é um evento isolado. Ele costuma ser a resposta do organismo a agressões diárias, divididas em quatro cenários principais:

O efeito colateral dos aparelhos fixos

Fios, braquetes e borrachinhas dos aparelhos convencionais funcionam como armadilhas de resíduos. 

Quando a escovação não consegue alcançar todos os cantos, a placa bacteriana se acumula e a gengiva reage crescendo mais do que deveria.

Dentes apinhados ou fora de posição 

No caso de dentes que nascem tortos ou sobrepostos, existem algumas partes específicas pelas quais a fita dental simplesmente não passa, gerando inflamação crônica.

Uso de medicamentos específicos 

Remédios de uso contínuo para pressão alta, imunossupressores ou anticonvulsivantes podem alterar a resposta celular do tecido gengival e estimular sua expansão.

Flutuações hormonais

Por fim, fases como gravidez ou alterações metabólicas deixam o tecido periodontal muito mais sensível à presença de qualquer bactéria.

O erro de tratar apenas o sintoma

A abordagem mais rápida e, frequentemente, ineficaz no longo prazo, consiste em apenas remover o excesso de gengiva cirurgicamente. 

Mas, se a causa-base não for eliminada, o organismo repetirá o processo inflamatório e o tecido voltará a crescer em poucos meses.

A visão clínica e a transição para o Invisalign

Quando a hiperplasia é alimentada pelo acúmulo de placa ou pelo atrito de aparelhos metálicos, o Dr. Alexandre Moro prioriza a readequação do ambiente bucal. 

A migração para os alinhadores transparentes Invisalign costuma ser o ponto de virada: por serem 100% removíveis, os alinhadores permitem que você escove os dentes e passe o fio dental sem barreira alguma. 

Sem o metal retendo resíduos na boca, a agressão cessa, a gengiva desincha e recupera parte do seu contorno natural por conta própria.

A partir daí, se ainda houver tecido fibroso residual, um periodontista (dentista especialista em gengiva)  planeja uma remodelação estética minimamente invasiva, que é a gengivoplastia. 

Comparando os dois caminhos de tratamento

E afinal, qual dos dois é melhor? Veja os prós e contras de cada um dos procedimentos abaixo:

  • Cirurgia rápida: remove o excesso visível de imediato, mas ignora o travamento dos dentes e a retenção de placa. A chance de a gengiva inchar novamente é alta;
  • Procedimento integrado: diagnostica a causa primária. Alinha a postura dos dentes com Invisalign para viabilizar a higiene e, apenas quando necessário, esculpe a gengiva respeitando os limites biológicos da raiz.

Devolva a proporção natural ao seu rosto

Tratar a gengiva exige um olhar clínico que integre a biologia do osso, a posição das raízes e a estética do sorriso. É essa visão multidisciplinar que o Dr. Alexandre Moro imprime em cada diagnóstico há mais de três décadas.

Se o volume da sua gengiva incomoda você ou dificulta a sua higiene diária, agende uma consulta de avaliação presencial na Moro Ortodontia, em Curitiba. 

Vamos realizar um escaneamento 3D da sua boca e desenhar um plano de tratamento claro, seguro e definitivo.

FAQ – Perguntas Frequentes

Por que a gengiva cresce durante o uso do aparelho fixo?

Porque peças metálicas e elásticos dificultam a higienização completa. O acúmulo de sujeira gera uma inflamação crônica, e o organismo responde aumentando o volume da gengiva para tentar se defender.

Quem usa Invisalign também pode ter hiperplasia gengival?

É muito raro. Como o Invisalign é retirado para comer e escovar os dentes, a higienização se mantém impecável, o que impede o acúmulo de placa que dispara o inchaço.

A gengivoplastia dói?

Não. O procedimento é rápido e feito sob anestesia local. O pós-operatório costuma ser muito tranquilo, exigindo apenas cuidados básicos com alimentos mais quentes nos primeiros dias.

Toda gengiva inchada precisa ser cortada?

Não. Muitas vezes, ao remover a causa da inflamação, e fazendo uma limpeza profunda, a gengiva desincha e retorna ao tamanho normal sem necessidade de cirurgia.