Um sorriso marcante e harmonioso depende do equilíbrio perfeito entre três elementos: a estrutura óssea da face, a anatomia dos dentes e a moldura gengival. 

Portanto, quando há excesso de tecido gengival cobrindo os dentes, condição frequentemente associada ao chamado sorriso gengival, o resultado pode ser uma arcada com aparência curta, desproporcional, ou uma estética facial desalinhada.

Nesse caso, a gengivoplastia é o procedimento cirúrgico periodontal dedicado a remodelar e redesenhar o contorno da gengiva. 

Contudo, longe de ser um procedimento puramente estético ou isolado, a alteração da margem gengival exige uma avaliação mecânica e biológica rigorosa.

Na Moro Ortodontia, sob a coordenação do Dr. Alexandre Moro, que é professor titular com mais de 30 anos de docência acadêmica e prática clínica, a gengivoplastia é planejada de forma integrada à ortodontia. 

A seguir, veja como o procedimento é realizado, suas indicações e a importância de um planejamento tridimensional.

Quando a gengivoplastia é indicada?

A gengivoplastia é recomendada para pacientes que buscam corrigir a proporção entre dente e gengiva ou resolver sequelas teciduais decorrentes de alterações do desenvolvimento:

  • erupção passiva alterada (EPA): condição na qual a gengiva não migrou adequadamente para a raiz durante a fase de crescimento, mantendo parte da coroa do dente coberta por tecido mole;
  • sorriso gengival: exposição excessiva de gengiva ao sorrir (geralmente acima de 3 milímetros), que pode ser corrigida ou amenizada pela readequação do contorno gengival;
  • assimetrias do arco gengival: dentes vizinhos com alturas de gengiva desalinhadas, o que cria uma estética irregular mesmo com os dentes alinhados;
  • hiperplasia gengival: aumento do volume da gengiva decorrente de processos inflamatórios prévios ou do uso de determinados medicamentos.

Passo a passo: como a gengivoplastia é feita?

Classificada como uma intervenção minimamente invasiva, ela é realizada no próprio consultório sob anestesia local, o que garante conforto absoluto ao paciente.

1. Mapeamento tridimensional e espaço biológico

Antes de tocar na gengiva, o dentista analisa a distância entre a margem gengival e a crista óssea (o chamado espaço biológico). 

Isso porque cortar a gengiva sem respeitar esse limite biológico faz com que o tecido cresça de volta (recidiva) ou gere inflamações crônicas..

2. Anestesia local e demarcação guiada

Com a região totalmente anestesiada, o especialista utiliza sondas milimetradas e guias cirúrgicos de precisão para marcar os pontos exatos onde o novo contorno gengival será estabelecido.

3. Remodelação e remoção do excesso

Com bisturi de alta precisão ou tecnologia a laser, o excesso de gengiva é removido com delicadeza. 

Em casos em que a crista óssea também está muito próxima da margem (erupção passiva alterada severa), realiza-se uma osteoplastia (um microdesgaste ósseo milimétrico) para garantir a estabilidade permanente do novo contorno.

4. Pós-operatório e cicatrização

Por ser uma técnica refinada, na maioria dos casos não há necessidade de suturas complexas. 

A cicatrização inicial do tecido epitelial ocorre em poucos dias, e o paciente pode retornar às suas atividades rotineiras rapidamente, desde que siga orientações simples de higienização.

A sinergia entre ortodontia e gengivoplastia

Um dos erros mais comuns na odontologia comercial é realizar a gengivoplastia antes de alinhar e posicionar os dentes corretamente. 

Quando o dente está extruído (projetado para baixo) ou inclinado, o excesso de gengiva é apenas uma consequência do mau posicionamento dentário.

O planejamento ortodôntico integrado

Sob a regência do Dr. Alexandre Moro, a movimentação ortodôntica com o sistema Invisalign permite realizar a intrusão de dentes ou o nivelamento das raízes previamente programado no software ClinCheck. 

Em muitos casos, a movimentação precisa com os alinhadores já reduz a exposição gengival. 

Quando a gengivoplastia ainda é necessária, ela é feita no momento exato do tratamento, o que potencializa a harmonia final do sorriso.

Tratamento genérico vs. alta performance

Critério técnico Abordagem comercial genérica Alta performance (Dr. Alexandre Moro)
Diagnóstico Recorte de gengiva baseado apenas na estética visual da coroa. Avaliação tridimensional do osso, da posição da raiz e do espaço biológico.
Integração ortodôntica Procedimento isolado, sem considerar inclinações ou desníveis dentários. Planejamento digital integrado com Invisalign para mover os dentes antes da cirurgia.
Risco de recidiva Alto risco de a gengiva voltar a crescer por falta de remodelação óssea. Resultados definitivos e biologicamente estáveis.
Execução Foco unicamente na remoção do tecido mole. Foco na biomecânica global do sorriso e na saúde periodontal de longo prazo.

O seu sorriso merece o olhar de um mestre

Alterar a moldura gengival do seu sorriso não é uma intervenção trivial. Exige conhecimento profundo de histologia periodontal, biomecânica e estética facial. 

Por ser Professor Titular de Ortodontia, o Dr. Alexandre Moro aplica critérios científicos rigorosos para desenhar um plano de tratamento personalizado que preserve a integridade da sua saúde bucal.

Evite procedimentos invasivos sem a devida investigação da causa subjacente do seu sorriso gengival. Convidamos você para uma consulta de avaliação presencial na Moro Ortodontia, em Curitiba. 

Nela, o Dr. Alexandre Moro realizará um diagnóstico completo da sua gengiva e da posição dos seus dentes para construir o planejamento mais seguro e eficiente para o seu caso.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual a diferença entre gengivoplastia e gengivectomia?

A gengivectomia consiste no corte e remoção do excesso de tecido gengival. A gengivoplastia é o procedimento de acabamento e escultura do contorno, e devolve um formato anatômico e delicado à gengiva. Frequentemente, as duas técnicas são combinadas na mesma sessão.

A gengivoplastia dói? Como é o pós-operatório?

O procedimento é indolor, pois é realizado sob anestesia local. No pós-operatório, a recuperação costuma ser rápida e bastante confortável. O paciente pode sentir uma leve sensibilidade nos primeiros dias, controlada com analgésicos e pomadas cicatrizantes prescritas pelo especialista.

A gengiva pode crescer de novo após a cirurgia?

Se o procedimento respeitar a distância do espaço biológico e a crista óssea for readequada quando necessário, a gengiva não volta a crescer. O planejamento minucioso do Dr. Alexandre Moro previne a reincidência do tecido.

Devo fazer a gengivoplastia antes ou depois do Invisalign?

Na maioria dos casos, o ideal é alinhar e nivelar os dentes com o Invisalign primeiro. Com os dentes e raízes em suas posições corretas, o Dr. Alexandre Moro consegue delimitar com precisão cirúrgica a quantidade exata de gengiva a ser removida.